Triglicérides: O que é e como tratar

Triglicérides, ou triglicerídeos, são a principal fonte de gordura do nosso organismo, é a maneira que o corpo estoca energia de forma mais fácil. A gordura é armazenada para poder gerar essa energia quando precisar, em algum momento de escassez, por exemplo. 

Ao nos alimentarmos, o corpo converte o excesso de calorias que ingerimos em triglicérides e vai armazená-los tanto nas células de gordura quanto em volta dos órgãos, a chamada gordura visceral.

Assim como o colesterol, todos temos triglicérides e não há problema com isso, pelo contrário. Porém, o problema acontece quando os níveis estão altos.

Na nossa vida atual, dificilmente temos falta de gordura, uma vez que, via de regra e diferente de nossos ancestrais, temos fácil acesso aos alimentos. Assim, não queimamos esses triglicerídeos que ficam estocados, o que pode comprometer a saúde.

Ou seja, se você costuma consumir mais calorias do que queima, pode ter triglicérides elevados – tais índices são diagnosticados com um exame de sangue simples.

As taxas de triglicérides devem permanecer em até 150 miligramas por decilitro de sangue. Entre 150mg/dl e 200mg/dl, a situação já é limítrofe. Mais que isso, a luz vermelha se acende.

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Alimentação e triglicérides

Além de produzir naturalmente triglicerídeos no fígado, nosso organismo sintetiza essa gordura a partir da ingestão e quebra de carboidratos, principalmente os refinados, como farinha branca, bolos, pães, biscoitos e doces.

Quando consumido em excesso, esse macronutriente é convertido em triglicerídeos desnecessários para o bom funcionamento do corpo.

Da mesma forma, o álcool é rico em calorias e açúcar e tem um efeito particularmente potente em triglicérides – mesmo pequenas quantidades de álcool podem aumentar os níveis.

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Essa alta no triglicérides, a médio e longo prazo, pode causar problemas de saúde como:

  • Esteatose hepática, que é o acúmulo de gordura nas células do fígado;
  • Diabetes do tipo 2;
  • Resistência a insulina, podendo resultar em um estado de pré-diabetes, hipertensão arterial, aumento do colesterol sanguíneo e doenças vasculares;
  • Pancreatite, uma inflamação no pâncreas;
  • Aterosclerose, o acúmulo de gordura nas artérias;
  • Maior risco de infarto e AVC;
  • Acúmulo de gordura na região abdominal.
  • Também, o consumo excessivo de carboidratos aumenta a retenção de líquido. Além de provocar aumento do inchaço, a retenção dificulta a excreção de sódio e faz a pressão subir. 

Ainda é possível que o paciente tenha uma alteração genética que faz com que os seus níveis de triglicérides permaneçam altos, mesmo com uma alimentação correta e rotina de exercícios, conhecida como hipertrigliceridermia familiar.

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Como prevenir

De acordo com dados da American Heart Association, cerca de 30% da população apresentam taxas elevadas dessa gordura nos vasos sanguíneos, ou seja, acima de 150 mg/dL.

A melhor maneira de manter os triglicerídeos na medida é seguindo uma alimentação equilibrada, evitando o excesso de carboidratos refinados, álcool e alimentos industrializados, e investindo em frutas, vegetais e grão integrais.

Além de pensar na quantidade de carboidratos ingeridos, é preciso prestar atenção na qualidade desses macronutrientes nos alimentos que estão presentes na dieta.

Trocar a gordura saturada encontrada em carnes pela gordura monoinsaturada (a gordura boa) encontrada em azeite e oleaginosas vai ajudar a reduzir os números. 

Substituir carne vermelha por peixes ricos em ácidos gordos omega-3 (como bacalhau, salmão, sardinha e atum) também são uma boa pedida.

Praticar atividades físicas regularmente pode queimar o excesso de triglicérides e aumentar colesterol “bom”.

Sempre deve se dar preferência para alimentos em versões integrais, mas também não se pode exagerar na quantidade ingerida, uma vez que estes também são carboidratos e tem o seu papel no aumento dos triglicérides.

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