Como funciona o novo tratamento para Alzheimer aprovado nos EUA

Recentemente, um novo tratamento para Alzheimer foi aprovado pela agência Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos. Ele leva o nome de aducanumab, comercialmente chamado de Aduhelm, e é uma infusão intravenosa de dose mensal — ou seja, colocada diretamente na veia do paciente mês a mês.

Esse é um fato bem relevante para a comunidade científica, visto que nenhum outro tipo de medicamento para a doença foi aprovado desde 2003. Apesar da novidade, o remédio ainda precisa passar por alguns testes e levanta certas discussões entre os especialistas. Entenda a seguir:

Como funciona esse novo tratamento para Alzheimer?

O aducanumab age diretamente na redução da amiloide, uma proteína presente no cérebro. Ela se multiplica e aglomera (formando placas) no órgão de quem tem a doença, provocando danos às células e desencadeando demência — além de problemas de memória e confusão mental.

O tratamento é indicado para pessoas nas casas dos 60 ou 70 anos diagnosticadas com a enfermidade, mas em estágios iniciais.

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Aprovação do tratamento para Alzheimer

O medicamento, por enquanto, só foi aprovado nos EUA, mas a sua fabricante, Biogen, já entrou com pedidos regulatórios em outros países (incluindo o Brasil).

Além disso, a FDA permitiu a comercialização do tratamento para Alzheimer desde que seja feito um novo ensaio clínico para determinar a sua real eficácia. Isso pode levar alguns anos, e se a pesquisa concluir que o remédio não é eficiente, a FDA pode voltar atrás.

Opiniões contrárias

Em março de 2019, os testes envolvendo cerca de 3 mil voluntários foram interrompidos quando a análise mostrou que a droga não era melhor em retardar a deterioração cognitiva do que um placebo. Outras pesquisas também levantaram riscos de inchaço ou hemorragia cerebral.

Há também quem diga que reduzir a amiloide não é a mesma coisa que desacelerar os sintomas de demência. Isso porque outros tratamentos já existentes para o Alzheimer que tinham o mesmo objetivo não foram eficazes.

Por outro lado, o próprio presidente da Biogen afirmou que a aprovação é um momento histórico, e que o Aduhelm “estimulará a inovação contínua nos próximos anos”.