Transtorno desafiador de oposição (TOD): O que é e como tratar

Sentir raiva é uma manifestação instintiva do ser humano, tanto adultos quanto crianças podem senti-la em algum momento da vida. No entanto, quando a criança tende a ser desobediente de maneira recorrente, teimosa e agressiva de forma intensa, pode ser que ela tenha uma condição chamada Transtorno Desafiador de Oposição.

O transtorno desafiador de oposição (ou TOD) é caracterizado por episódios repentinos de desobediência e agressividade pelas crianças. Segundo a Sociedade Americana de Psiquiatria, uma em cada 10 crianças com menos de 12 anos de idade tem o transtorno – principalmente meninos.

Dessa maneira, o transtorno não tem uma causa específica, porém, os relacionamentos familiares podem ser um grande fator para o desenvolvimento da condição. Como por exemplo, quando há conflitos entre os pais, abuso físico e sexual, violência doméstica ou negligência.

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Na maioria das vezes, os pais acabam se sentindo intimidados pelo comportamento agressivo dos filhos. Por isso, acabam desistindo de tentar ajudá-los a se manterem calmos. No entanto, é importante buscar um tratamento, pois quando não acompanhado por especialistas, o transtorno pode evoluir para outras condições na adolescência.

Sintomas

  • Comportamento agressivo;
  • Irritar-se facilmente;
  • Discutir frequentemente com pessoas mais velhas, especialmente com os pais ou responsáveis;
  • Agitação;
  • Não aceitar ordens;
  • Incomodar outras pessoas;
  • Culpar outras pessoas pelos próprios erros;
  • Ficar com raiva;
  • Ser cruel e vingativo.

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Tratamento

O tratamento para o transtorno desafiador de oposição requer a presença dos pais e filhos na psicoterapia. Assim, o profissional irá ajudar os pais a terem um comportamento saudável com os filhos, estabelecendo medidas educativas e uma boa comunicação. 

Dependendo da gravidade do transtorno, o médico pode recomendar o uso de medicação na terapia comportamental. Além disso, é importante observar se outros problemas de saúde mental como ansiedade, depressão ou TDAH estão contribuindo para os sintomas.

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Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo