Transtorno delirante: Como reconhecer e tratamentos

O transtorno delirante – mais conhecido como delírio – é um distúrbio mental que faz com que a pessoa tenha pensamentos delirantes por um mês ou mais.

Dessa maneira, pessoas que sofrem deste transtorno possuem dificuldade em distinguir a imaginação da realidade. 

De acordo com estimativas, o transtorno delirante é uma condição rara e a possibilidade de alguém desenvolvê-lo durante a vida está entre 0,05 e 0,1%.

Apesar de as causas do distúrbio não serem totalmente conhecidas, os especialistas dizem que pode estar relacionado a alterações genéticas. Além disso, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença, como uso de álcool e drogas, medicamentos, infecções ou experiências traumáticas na infância, por exemplo.

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Como reconhecer o transtorno delirante

Existem diversos tipos de transtornos delirantes. Portanto, veja os principais e saiba como reconhecer:

Transtorno delirante erotomania

Neste tipo de delírio, a pessoa acredita fielmente que a outra está apaixonada por ela. Dessa forma, essa crença faz com que o indivíduo tente se aproximar do objeto do delírio de diversas maneiras, como telefonemas, mensagens, etc.

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Grandeza

O indivíduo se convence de que é superior às outras pessoas. Ainda, há uma crença em possuir habilidades fantásticas, como super-poderes. 

Ciúme

A pessoa está convencida de que o companheiro não é fiel e que está sendo traída. Mas esses pensamentos são baseados em interpretações falsas que são criadas por evidências duvidosas. Isso pode levar a consequências graves, como a agressão.

Perseguição

Por fim, a pessoa acredita que está sendo perseguida, espionada e prejudicada por pessoas próximas. Por conta desse delírio, pode acontecer processos judiciais ou denúncias para a polícia. 

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Tratamento

O diagnóstico é feito pela avaliação de um psiquiatra, que irá observar os sintomas do paciente. Quando necessário, o médico pode solicitar exames para identificar outras doenças.

A partir disso, o tratamento é feito de acordo com as causas. Por isso, pode ser recomendado o uso de medicamentos antipsicóticos, antidepressivos, entre outros.

Fazer sessões de psicoterapia também é importante. Durante as sessões, o terapeuta irá entender as raízes do problema e ensinar o paciente a lidar com isso. Ademais, ter o apoio de amigos e familiares durante esse momento difícil também é fundamental.

Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo