Transtorno de acumulação compulsiva

Todos nós temos alguns objetos guardados em casa. No entanto, acumular uma série de itens não é comum e pode estar atrelado a algo mais sério: o transtorno de acumulação compulsiva. No transtorno de acumulação compulsiva existe uma grande dificuldade em se livrar de certos pertences que, na maioria das vezes, não tem mais utilidade. 

Dessa maneira, uma pessoa com esse tipo de transtorno convive com lixo, restos de comida, sujeira, entre outras coisas. Além disso, geralmente se inicia o acúmulo em um cômodo da casa e, sem perceber, vai se expandindo até não sobrar mais espaço, dificultando a limpeza do lar. 

O transtorno de acumulação compulsiva pode trazer diversos prejuízos para quem sofre dele. Com o ambiente desorganizado, a proliferação de bactérias aumenta, contribuindo para o risco de doenças. Ademais, o distúrbio também agrava o estado de saúde mental da pessoa, podendo desencadear ansiedade ou depressão. Assim, causa prejuízo emocional, financeiro e físico, não só para quem sofre da doença, como também para membros da família.

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Causas

As causas ainda são incertas. Contudo, de acordo com especialistas, algumas pesquisas indicam que a origem do transtorno de acumulação compulsiva está ligada a fatores genéticos ou eventos estressantes.

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Sintomas

  • Dificuldade para jogar objetos no lixo, mesmo quando não têm utilidade;
  • Dificuldade para organizar seus pertences;
  • Acumular objetos em todos os locais da casa;
  • Ter medo excessivo de ficar sem um objeto;
  • Sentir que não podem jogar um objeto no lixo, pois poderão necessitar dele no futuro;
  • Procurar por novos objetos, mesmo quando já têm vários do mesmo.

Tratamento

O tratamento para o  transtorno de acumulação compulsiva consiste na terapia comportamental, em que o terapeuta irá descobrir o motivo por trás do desejo de acumular as coisas. Em alguns casos, o profissional pode recomendar remédios para complementar o tratamento.

Geralmente, os acumuladores não buscam tratamento, pois não entendem a gravidade da situação e que isso se trata de uma doença. Por isso, é fundamental ter o apoio de amigos e familiares que possam aconselhar.

Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo