Terapia lacaniana: O que é e como funciona

No mundo da psicologia, existem diversas áreas e abordagens. Uma delas é a terapia lacaniana, baseada na linguagem e no tempo do inconsciente. Assim, para a psicanálise lacaniana, é fundamental não influenciar naquilo que o inconsciente do paciente deseja falar.

Este tipo de terapia é indicado para pessoas de todas as idades. Entretanto, no caso de tratamento para transtornos, a terapia lacaniana é indicada apenas se estiver no início ou apresentar um grau leve.

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Como surgiu

A terapia lacaniana foi desenvolvida pelo psicanalista francês Jacques Lacan, que teve como influência as obras do médico Sigmundo Freud. Dessa maneira, existem três conceitos que formam a psicologia lacaniana: o simbólico, o imaginário e o real.

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O simbólico diz respeito à realidade externa, a relação do sujeito com o outro. A linguagem por exemplo, é simbólico, pois é por meio deste sistema que o sujeito irá definir a si mesmo, sobre seus valores e o que é certo e errado.

O imaginário, por sua vez, consiste em um sistema de registro psíquico. Ou seja, é como definimos as pessoas e situações que cercam nosso convívio. Como o nosso conceito de pessoa ideal para ter um relacionamento, por exemplo. Já o real, representa tudo aquilo que é incapaz de ser expresso em imagens ou palavras.

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Como funciona uma sessão

Em primeiro lugar, o psicanalista lacaniano deve iniciar o tratamento realizando um conjunto de entrevistas. O objetivo é descobrir quais são as queixas do indivíduo e se aquele problema realmente pode ser tratado com a terapia lacaniana. 

Com o intuito de explorar o inconsciente, durante as sessões, o paciente é induzido a falar abertamente, tudo o que vier em sua mente, sem ser interrompido. A duração de uma sessão pode variar de acordo com a análise individual de cada um. Mas, geralmente pode levar de 45 a 50 minutos. 

Dito isso, após ouvir os relatos do paciente, o terapeuta busca identificar quais são as manifestações do inconsciente, para que os sintomas que fazem o paciente sofrer, desapareçam.

Por fim, com o tempo o paciente irá aceitar a si mesmo e lidar melhor com as limitações e frustrações que o atinge. Ao mesmo tempo, ele irá priorizar seus sonhos, desejos e interesses, ao invés de anteferir as demandas dos outros.

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Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo