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Síndrome do pânico: O que é, e como tratar

A síndrome do pânico está relacionada à ansiedade, sendo mais comum em pessoas que já sofrem de ansiedade intensa. Ocorrem crises de medo agudo, de modo recorrente e inesperado, perante alguma situação mesmo que não haja motivo para isso ou sinais de perigo iminente. 

Muitos podem achar que ansiedade e a síndrome do pânico são a mesma coisa. No entanto, a ansiedade é mais regular, acarretando mais variações para o indivíduo, é mais intensa e persistente. Já o pânico é imediato, a pessoa não está esperando por aquela sensação, é incontrolável, com durações menores; há perda de controle e iniciam-se os sintomas físicos.

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Pode ocorrer em qualquer idade, porém, costuma manifestar-se na adolescência ou no início da fase adulta, sem motivo aparente.

Dessa forma, as causas que podem levar uma pessoa a ter este tipo de transtorno ainda são desconhecidas. “Pode ser devido a algum trauma, ou estresse excessivo, alterações emocionais, genética, mudanças pessoais radicais” explica Priscila Fialho Dias, psicóloga.

Como diagnosticar?

Segundo a especialista, é possível diagnosticar a síndrome com exames físicos como o de sangue, para verificar o funcionamento do organismo, e eletrocardiograma (devido aos sintomas físicos o indivíduo busca um médico por acreditar ser algo cardíaco). Se não há alterações nos exames, é encaminhado ao psicólogo e psiquiatra, pois já é uma suspeita de ser alguma disfunção emocional.

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Quais são os tratamentos?

O psiquiatra irá auxiliar com medicamentos antidepressivos em conjunto com psicólogo. O mais recomendado atualmente é o tratamento com o profissional que atua na área comportamental, na abordagem Cognitiva Comportamental, por exemplo, que trabalha com os pensamentos, sentimentos e comportamentos para compreender suas crises e os fatores que levaram a esta situação. Com a ajuda desses profissionais da saúde o tratamento é mais eficaz e sem longa duração.

O recomendado é procurar ajuda de profissionais assim que sentir sintomas de ansiedade, para que isso não chegue em um grau maior, de crises ou transtornos. Portanto, a terapia é essencial nisso, para prevenir sintomas e incômodos, auxiliando a lidar com situações, problemas, sentimentos e comportamentos. 

Fonte: Priscila Fialho Dias, psicóloga da Clínica Maia.

 
 

Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo