Síndrome da cabeça explosiva: O que é e como tratar

Você adormece e de repente surgem ruídos tão altos que a sensação é de que sua cabeça vai explodir. Parece assustador, não é mesmo? Mas é assim que pessoas com síndrome da cabeça explosiva vivem. 

A síndrome da cabeça explosiva é um tipo de distúrbio do sono que pertence a um grupo chamado parassonias. Acontece normalmente quando o cérebro está “desligado”. Ou seja, em vez de chegar a outras etapas do sono, as células responsáveis pela interpretação dos sons param de responder de uma vez. Essa interrupção é interpretada pelo cérebro como um barulho muito forte, o que desperta a pessoa.

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Ainda não se sabe a causa exata da síndrome. No entanto, existem teorias que sugerem que ela pode resultar de pequenas convulsões no lobo temporal ou partes do ouvido médio em movimento durante a noite. Além disso, medo, estresse emocional ou ansiedade também podem contribuir para a condição.

Alguns estudos sugerem também que a síndrome da cabeça explodida pode estar associada a outras condições do sono, como apneia obstrutiva e paralisia do sono. Pessoas que experimentam altos níveis de estresse e com histórico de insônia também podem ter um risco maior de contrair o distúrbio.

Sintomas

Quem sofre com a síndrome da cabeça explosiva imagina barulhos altos, que são semelhantes a explosões e batidas, quando passam para o sono profundo. Flashes de luz e espasmos musculares podem acompanhar os ruídos. Porém, os barulhos não são reais, mas são capazes de causar angústia, medo e ansiedade. As crises podem ocorrer uma ou várias vezes durante a noite e geralmente param quando a pessoa acorda totalmente.

Outros sintomas da síndrome da cabeça explodindo incluem:

  • Ritmo cardíaco acelerado;
  • Dor de cabeça;
  • Suor excessivo;
  • Medo, agitação ou ansiedade;
  • Dificuldade em adormecer ou em adormecer;
  • Fadiga diurna;
  • Comprometimento leve da memória.

Tratamento

Não existe um tratamento certo para a síndrome da cabeça explodida. Contudo, os médicos podem recomendar terapia de conversação se acharem que o estresse pode ser um fator contribuinte. Medicamentos específicos também podem ajudar a tratar a síndrome, como antidepressivos.

Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo