Pré-diabetes pode aumentar risco de doenças cardíacas

Se pré-diabetes soa como algo inofensivo para você, talvez seja a hora de repensar. A ligação entre diabetes tipo 2 e problemas no coração está bem estabelecida. Mas, pré-diabetes também aumenta o risco de doenças cardíacas. De acordo com um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology.

“Em geral, tendemos a tratar pré-diabetes sem ser um grande problema”, disse Adrian Michel, o principal autor do estudo, em um comunicado à imprensa. “Mas, descobrimos que a condição pode aumentar significativamente a chance de alguém ter um grande evento cardiovascular, mesmo que nunca progrida para ter diabetes. Portanto, em vez de prevenir o diabetes, precisamos mudar o foco e prevenir pré-diabetes ”, disse.

Como funcionou o estudo

A pesquisa envolveu mais de 25 mil pessoas entre 18 e 104 anos. Todos foram tratados no Sistema de Saúde Beaumont em Michigan, Estados Unidos, entre 2006 e 2020.

Os pesquisadores separaram os participantes em um grupo de pré-diabetes e um grupo de controle com base nos resultados de pelo menos dois testes de nível A1C feitos com 5 anos de intervalo. O teste A1C encontra o nível médio de glicose no sangue de uma pessoa nos 3 meses anteriores.

Entre os participantes do estudo, 18% daqueles com pré-diabetes tiveram um evento cardiovascular sério, em comparação com 11% daqueles no grupo de controle. O acompanhamento médio foi de 5 anos.

De acordo com os autores da pesquisa, este é um lembrete importante para as pessoas e os médicos se concentrarem na prevenção de doenças cardiovasculares por meio da modificação dos fatores de risco.

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O que é pre-diabetes

Pré-diabetes é quando o nível de açúcar no sangue está acima do normal, mas não alto o suficiente para um diagnóstico de diabetes tipo 2. Se não for verificado e tratado, pode progredir para diabetes tipo 2.

De acordo com o Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Oswaldo Cruz, o Brasil tem cerca de 40 milhões de pré-diabéticos, e 25% deles se tornarão diabéticos em até cinco anos.

Assim, uma alimentação rica em peixes, carnes magras, azeite de oliva, leites e derivados, além do consumo de produtos integrais, associados à prática regular de atividade física e acompanhamento médico são fundamentais para inibir a evolução do quadro.

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