Perda auditiva pode facilitar o desenvolvimento de Alzheimer

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa na qual ocorre uma deterioração das funções cerebrais. Como por exemplo, perda de memória e da linguagem. Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da doença, até mesmo a perda auditiva. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 1,1 bilhão de jovens com idades entre 12 e 35 anos correm o risco de ter perda auditiva. Isso pode acontecer devido à exposição a ruídos nos telefones, em shows, entre outros.

Dessa maneira, perder a audição limita a qualidade de vida de forma geral. Além disso, uma pessoa com um nível de surdez moderado ou grave se torna mais propenso a desenvolver Alzheimer ou demência. 

Entenda a relação entre a perda auditiva e Alzheimer

A surdez é a falta de estímulo sonoro ao nosso cérebro. Portanto, afeta o desenvolvimento das nossas funções cognitivas e da memória.

“A falta de estímulo sonoro faz com que o córtex auditivo deixe de receber informações e de processar e decodificar essas informações. Com o tempo, ele vai esquecendo dos sons e de palavras, o que pode encaminhar o paciente ao Alzheimer ou à demência”, explica Marcia Bonetti, fonoaudióloga.

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Assim, quando o nosso cérebro não recebe estímulo da forma correta, perde a capacidade de processar sons. Dessa maneira, a especialista explica que pessoas com perda auditiva têm dificuldades para se comunicar. 

“Assim, o aspecto comportamental para quem sofre com níveis mais elevados de perda auditiva contribui também para o surgimento de doenças ligadas ao declínio cognitivo”, finaliza.

Dicas de como estimular a memória

Divirta-se com um quebra-cabeça

Muitos sabem que o quebra-cabeça é uma ótima maneira de fortalecer o cérebro, além de ser divertido.

Uma pesquisa mostrou que montar quebra-cabeças melhora várias habilidades cognitivas. Isso porque ao participar de uma atividade como essa, você deve observar diferentes peças e descobrir onde elas se encaixam na imagem maior.

Experimente jogo de cartas

Você se lembra quando foi a última vez que jogou cartas? Ao contrário do pensamento de alguns, não é uma brincadeira apenas para crianças. 

Um estudo feito em 2015 em atividades de estímulo mental para adultos descobriu que um jogo de cartas pode levar a um maior volume cerebral em várias regiões do cérebro. Além disso, também pode melhorar a habilidade de memória e pensamento. 

Fonte: Marcia Bonetti, fonoaudióloga e responsável técnica da Audiba, empresa de aparelhos auditivos.

Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo