Paralisia do sono: O que é e como afeta a saúde

Enquanto dorme, você já sentiu a sensação de ter algo o prendendo a ponto de não conseguir acordar e mexer os músculos? Esses são alguns dos sintomas de uma condição chamada paralisia do sono

A paralisia do sono ocorre quando a pessoa se encontra no estágio do sono REM (movimento rápido dos olhos). Caracteriza-se pelo despertar repentino junto com a sensação de medo intenso.

De acordo com a Academia Americana de Medicina do Sono, há estudos que apontam que entre 15% a 40% de determinada população mundial podem vivenciar alguma situação desse distúrbio ao longo da vida.

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A causa mais comum é a narcolepsia, que consiste na sonolência excessiva durante o dia, causado por uma alteração no equilíbrio de algumas substâncias químicas cerebrais.

“Nessa situação a pessoa entra na fase do sono REM de forma abrupta, pulando a etapa do sono de ondas lentas, ocasionando o distúrbio. Outras causas da paralisia do sono são: privação de sono acentuada, fatores hereditários e hormonais, fator estressor (estilo de vida muito agitado, ansiedade crônica), cansaço extremo, entre outros” explica Fernanda Mancini, psicóloga de São Paulo.

Principais sintomas

A paralisia do sono acontece quando o cérebro desperta antes do corpo, com a fase de mudança entre o “estado de sono” para o de “vigília”.

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Ou seja, a pessoa está cognitivamente desperta, mas apresenta emoções, pensamentos e sensações de imobilidade muscular – menos de seus olhos e respiração. Além disso, também é possível apresentar alucinações auditivas, visuais ou táteis. De acordo com pesquisas, o tempo de duração pode variar de segundos a dois minutos.

Tratamento e como evitar

Quem sofre com a paralisia do sono deve fazer uma avaliação médica para ser descartada a hipótese de algum tipo de narcolepsia. Caso seja descartada, é investigada a qualidade do sono para identificar a possível alteração.

“Quando a paralisia do sono é constatada como um sintoma isolado, é importante que a pessoa organize de forma saudável seus horários. Visando a manutenção do sono, com uma duração mínima de 7 horas”, adianta a psicóloga. Além de ser necessário evitar atividades estimulantes no período noturno, como exercício físico, festas frequentes, trabalho ou uso de aparelhos eletrônicos.

Por fim, a terapia também pode auxiliar o paciente a lidar com suas emoções e sensações, promovendo um sono melhor.

Fonte: Fernanda Mancini, psicóloga da Clínica Maia. 

Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo