Jovens obesos sofrem mais complicações por coronavírus do que idosos obesos

O coronavírus desafia os sistemas de saúde do mundo todo. E, como relatos e estudos já tinham constatado, obesidade e coronavírus apresentam uma relação de risco. Assim, pessoas que estão acima do peso podem desenvolver as formas mais graves da infecção. Agora, de acordo com o Ministério da Saúde, os jovens obesos foram mais vitimados por conta do novo coronavírus do que os idosos obesos. 

O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, destacou que “Em todos os grupos de risco da doença, a maioria dos indivíduos tinha 60 anos ou mais, exceto para obesidade”. Os dados apontam uma taxa de letalidade de jovens obesos de 60% e, em idosos com mais de 60 anos, de 43%.

Obesidade e coronavírus: Como funciona na prática 

A obesidade é uma doença complexa, que faz parte das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). De um modo geral, podemos dizer que ela é caracterizada por um acúmulo excessivo de gordura corporal. Tal acúmulo pode levar a outras enfermidades como doenças cardiovasculares, dislipidemia, diabetes tipo 2, síndrome metabólica e alguns tipos de câncer. 

Obesidade pode ser classificada pela distribuição da gordura corporal e por graus, de acordo com o Índice de massa corporal (IMC), que é calculado dividindo-se o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros).

Portanto, o resultado revela se o peso está dentro da faixa ideal, abaixo ou acima do desejado – revelando sobrepeso ou obesidade.

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Classificação do IMC:

  • Menor que 18,5 – Abaixo do peso
  • Entre 18,5 e 24,9 – Peso normal
  • Entre 25 e 29,9 – Sobrepeso (acima do peso desejado)
  • Igual ou acima de 30 – Obesidade.

Obesidade no Brasil e no mundo

Em recente publicação do site da Organizações Unidas, o chefe da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, alertou para o que descreveu como uma “globalização da obesidade”. Atualmente, mais de 2 bilhões de pessoas no mundo estão acima do peso. Mais de 670 milhões delas são obesas. 

No Brasil, segundo dados de 2017 do Ministério da Saúde,  17,8% da população brasileira era obesa no ano de 2010; em 2014, o índice subiu para os 20%, sendo a maior prevalência entre as mulheres (22,7%). 

Obesidade infantil

“A obesidade infantil é ainda mais preocupante, considerando que os hábitos alimentares e o sedentarismo na infância estão entre os principais fatores para o seu desenvolvimento, elevando a probabilidade dessa criança se tornar um adulto obeso”, explica Profª. Dra Silvia Maria Franciscato Cozzolino, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.

De acordo com o Ministério da Saúde, 4,4 milhões de crianças estão acima do peso no Brasil. Mais de 2 milhões têm sobrepeso, cerca de 1 milhão tem obesidade e, aproximadamente, 750 mil crianças tem obesidade infantil grave. 

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