Imunidade ativa e passiva: Qual a diferença?

Em meio à crise de coronavírus, nunca se falou tanto sobre a importância do sistema imunológico. A imunidade é o nome popular do sistema imunológico, o principal responsável pela proteção e preservação da saúde do corpo humano. Ele garante as defesas do corpo, mantendo os patógenos, os causadores de doenças, distantes do organismo. Porém, há dois tipos de imunidade: a ativa e a passiva.

Primeiramente, as diferenças entre os dois tipos de imunidade dependem de como o organismo contraiu o vírus ou bactéria que será combatido pelo sistema imunológico. Afinal, isso determinará quais anticorpos foram desenvolvidos e em que quantidade. Basicamente, os anticorpos são glicoproteínas cuja função principal é garantir a defesa do organismo.

Imunidade ativa

Em resumo, a chamada imunidade ativa é resultante da exposição do corpo a patógenos, seja esse um vírus ou uma bactéria. Ou seja, é a imunidade responsável por gerar anticorpos que combatem a doença depois que essa está em contato com o organismo. 

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Ainda, a imunidade ativa pode ser provocada de duas maneiras: a partir da verdadeira infecção com a doença ou por meio da vacinação. As vacinas contêm antígenos incapazes de provocar a doença, entretanto, capazes de induzir a produção de anticorpos. Portanto, se a pessoa vacinada tiver contato com o micro-organismo causador da doença, o corpo será capaz de se defender. A imunidade ativa é mais duradoura que a passiva e costuma durar por décadas.

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Imunidade passiva

Já a imunidade passiva acontece de forma diferente: ela é basicamente “dada” ao corpo. Ou seja, ao contrário da vacinação, que induz a produção de anticorpos no corpo, a imunidade passiva consiste no recebimento de anticorpos.

Isso acontece em situações muito específicas: no útero, entre a gestante e o bebê, ou de forma artificial, a partir da imunoglobulina humana combinada, a imunoglobulina humana hiperimune e o soro heterólogo.

No útero, isso acontece nos últimos meses da gestação, por meio da placenta, e logo após o parto, através da amamentação. A imunidade passiva age de forma rápida e eficaz, porém, é temporária. 

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Por fim, enquanto não existe uma vacina específica contra o coronavírus, é ainda mais essencial manter a imunidade ativa fortalecida, alimentando-se bem, dormindo por horas suficientes, mantendo-se hidratado, entre outros hábitos que trabalham a favor do sistema imunológico.

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Sobre o autor

Nathália Lopes
Nathália Lopes
Estagiária de Jornalismo