Cientistas identificam gene que impede o ganho de peso

Um gene que impede o ganho de peso: será possível? Cientistas austríacos descobriram que sim. Uma alimentação nutritiva e balanceada e uma rotina consistente de exercícios são a receita ideal para o emagrecimento. Entretanto, em um recente estudo, foi revelado há pessoas que possuem um gene que previne que elas ganhem peso em excesso.

Gene x ganho de peso

Basicamente, cientistas da Universidade de Viena descobriram, com base nos dados genéticos de mais de 47 mil pessoas entre 20 e 44 anos de idade, que existe um gene específico que mantém o corpo sempre em forma.

O gene está relacionado à resistência a engordar em pessoas metabolicamente saudáveis. Assim, tal gene atua na regulação do gasto energético do organismo, ou seja, a queima de calorias. E é o gasto calórico que determina o ganho (superávit calórico) ou a perda de peso (déficit calórico). Por fim, essa é a explicação para aquelas pessoas que se mantêm magras mesmo quando saem da dieta (emagreça com o Tecnonutri) . Por isso, há quem tenha mais dificuldade (ou facilidade) para engordar.

Como foi a pesquisa

“Todos conhecemos essas pessoas: é cerca de um por cento da população”, diz um dos autores da pesquisa, Josef Penninger. “Elas podem comer o que quiser e serem metabolicamente saudáveis. Comem muito, não fazem agachamentos o tempo todo, mas simplesmente não ganham peso.”

“Todo mundo estuda obesidade e a genética da obesidade”, diz ele. “Pensamos: ‘Vamos mudar isso e começar um novo campo de pesquisa.’ Vamos estudar a magreza”.

Assim, a equipe comparou amostras de DNA e dados clínicos de indivíduos magros saudáveis ​​com indivíduos com peso normal e descobriu variantes genéticas únicas para indivíduos magros no gene ALK. A função do ALK permanece incerto. Mas, essa nova descoberta sugeriu que o gene pode desempenhar um papel como um novo gene de magreza envolvido na resistência ao ganho de peso.

Além disso, os pesquisadores também descobriram que moscas e camundongos sem ALK permaneciam magros e eram resistentes à obesidade induzida pela dieta. Dessa maneira, apesar de terem os mesmos níveis de alimentação e atividade que os ratos normais, os ratos com ALK excluído apresentam menor peso e gordura corporal. Os estudos com ratos também sugeriram que o ALK, que é altamente expresso no cérebro, desempenha um papel, instruindo os tecidos adiposos a queimar mais gordura dos alimentos.

Os pesquisadores dizem que a terapêutica direcionada ao gene pode ajudar os cientistas a combater a obesidade no futuro. “Poderíamos inibir a ALK e, na verdade, tentaremos fazer isso no futuro”. Mais pesquisas serão necessárias para verificar se esses inibidores são eficazes para essa finalidade. A equipe também planeja estudar como os neurônios que expressam ALK regulam o cérebro em um nível molecular para equilibrar o metabolismo e promover a magreza.

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Sobre o autor

Nathália Lopes
Nathália Lopes
Estagiária de Jornalismo