Salame: Afinal, do que é feito o embutido?

Petisco presente na mesa de muitos brasileiros, o salame é um embutido, assim como linguiça, salsicha, mortadela, presunto e outros. Mas, você sabe do que ele é feito? O salame é um produto originalmente italiano. É uma carne de charcutaria.

Tradicionalmente, é feito usando carne bovina ou suína. No entanto, pode haver adição de carne de frango nas versões industrializadas.

Leia mais: Comida italiana: Melhores escolhas para não sair da dieta (emagreça com o Tecnonutri)

É usado cerca de 25% das gorduras das carnes, que são preservadas, ou seja, conservadas usando o antigo método de salgar (curar). Sendo assim, o salame é composto por 75% de carne e 25% de gordura.

Historicamente, o salame era tido como um alimento que deveria durar grandes períodos de tempo, inclusive tempos de seca e falta de carne fresca, por isso era feito dessa maneira.

Depois que a carne está curada, especiarias, condimentos e o sal são adicionados. Por vezes, vinho também pode ser incluído na hora de condimentar. Ainda, também é possível que as carnes passem por processos de defumação, desidratação, fermentação, cozimento e outros.

Por fim, é essencial para o processo de fabricação do salame a adição de bactérias e demais microorganismos, como as leveduras. Afinal, trata-se de um produto fermentado. Esse processo potencializa seu sabor e aroma característicos e tão apreciados. Não só, a fermentação remove o excesso de água das carnes e dá ao salame sua textura particular.

Atenção ao salame e outros embutidos

Os alimentos embutidos são geralmente repletos de aditivos químicos para que possam ser conservados por um tempo mais longo. Por isso, eles são altamente processados e costumam conter também conservantes, emulsificantes, estabilizantes, ligantes e demais substâncias artificiais em sua composição.

Embutidos são parte do grupo das carnes processadas. Segundo a OMS, a Organização Mundial da Saúde, o consumo recorrente de carnes processadas está diretamente relacionado ao maior risco de desenvolvimento de câncer.

Para a OMS, considera-se como carne processada todo tipo de carne transformada a partir da adição de sódio ou que tenha sido curada, fermentada, defumada ou tenha passado por qualquer processos cuja finalidade é adicionar sabor ou aumentar seu tempo de preservação.

A princípio, as evidências científicas coletadas indicam que os tipos de câncer mais relacionados ao consumo de alimentos embutidos são: câncer colorretal, câncer de pâncreas e câncer de próstata.

Não só, alimentos ultraprocessados também impactam negativamente a saúde cardiovascular, em especial devido à presença de sódio nesses produtos. Por isso, os embutidos, se consumidos com grande frequência, podem levar ao aumento do risco de pressão arterial elevada (hipertensão). Isso estende-se para além dos embutidos e vale também para outros produtos processados, como comidas congeladas, temperos industrializados, salgadinhos, fast food e frituras. Não só, refrigerantes e sucos artificiais entram na lista.

Por isso, é importante evitar o consumo desses alimentos quando possível e priorizar uma alimentação limpa, nutritiva e rica em alimentos naturais (preferencialmente orgânicos) e livres de químicos, como é o caso dosalimentos clean label.

Sobre o autor

Nathália Lopes
Nathália Lopes
Estagiária de Jornalismo