Dismorfofobia: Transtorno dismórfico corporal

Para algumas pessoas, se olhar no espelho pode ser uma tarefa difícil. Isso porque além da insatisfação com o próprio corpo, elas tendem a se preocupar exageradamente com a aparência. Mas essa rejeição está relacionada a algo mais grave: a dismorfofobia – ou dismorfia corporal.

A dismorfofobia – ou transtorno dismórfico corporal – é um transtorno mental caracterizado pela preocupação obsessiva com o próprio corpo corpo. Assim, quem sofre com este distúrbio tem a percepção de um defeito imaginário no próprio corpo, o que faz com que acredite que todos percebem essa anomalia. Com isso, surge um comportamento de vergonha da própria imagem, desconforto na presença de outras pessoas e, muitas vezes, a busca por soluções como cirurgias. 

O transtorno dismórfico corporal atinge 2% da população, cerca de 4,1 milhões só no Brasil. Além disso, costuma afetar jovens entre 15 e 30 anos. Não se sabe ao certo quais são as causas da dismorfofobia. Contudo, alguns estudos acreditam que ser gerado pela baixa autoestima, decorrente de uma infância deficiente de carinho e aprovação.

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Sintomas

  • Preocupação exagerada com a aparência.
  • Busca constante de alternativas para solucionar os “defeitos” de aparência.
  • Trocar de roupa frequentemente para cobrir as “imperfeições”.
  • Insatisfação em relação a procedimentos anteriores.
  • Angústia.
  • Comportamento suicida.

Tratamento

Na maioria das vezes, o diagnóstico para a dismorfofobia pode não acontecer. Pois muitas pessoas sentem-se constrangidas e envergonhadas de revelar seus sintomas. Mas, a boa notícia é que existe tratamento, que consiste em nada menos que psicoterapia. Em casos mais graves, se houver sintomas depressivos e ansiosos associados, o médico recomenda o uso de medicamentos.

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Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo