Diabetes: O que é, tipos, sintomas e tratamento

O mundo inteiro está sofrendo uma epidemia de diabetes. Atualmente, estima-se que cerca de 387 milhões de pessoas estejam com a doença em todo o mundo. No Brasil, cerca de 8,9% da população está diabético. Isso corresponde a mais de 18 milhões de pessoas.

Diabetes é uma doença metabólica caracterizada pela diminuição na produção de insulina pelo pâncreas, e uma diminuição da ação da insulina ou resistência à insulina nas células.

Muitos são os fatores que causam este problema, entre eles:

  • Sobrepeso/obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Dietas ricas em carboidratos (principalmente os refinados, processados, industrializados);
  • Histórico familiar;
  • Hipertensão;
  • HDL (“colesterol bom”) baixo;
  • Triglicérides elevado;
  • Uso de medicamento que aumentam a glicemia.

Por que o número de pessoas com a doença cresce tanto?

O culpado pelo aumento excessivo nos casos de diabetes é um grande conhecido nosso. Digo nosso, porque ele está presente na mesa de todo brasileiro… é ele: o carboidrato.

Eu sei o que você deve estar pensando…“Mas não são os doces, bolos, pudins e tudo que contém açúcar que causam diabetes?” Assim, hoje sabemos que um alto consumo de carboidratos resulta em um aumento da resposta da insulina a esses carboidratos, aumentando o nível glicêmico em nosso sangue. O que, devido à ação promotora do armazenamento de gordura deste hormônio, promove a obesidade. Portanto, como já foi demonstrado em milhares de análises e estudos, este acúmulo de gordura abdominal (“gordura visceral”) está associado com inflamação crônica, que é diretamente ligada a diabetes tipo 2 e ataques cardíacos.

O carboidrato é o macronutriente que mais rapidamente, e em maior quantidade (100%) se converte em glicose. Por isso, seu consumo deve ser moderado para pacientes com pré-disposição a doenças como diabetes.

O que é diabetes tipo 2

Diferentemente do tipo 1, o problema não começa com um ataque das próprias células de defesa ao pâncreas, a fábrica de insulina. Portanto, o tipo 2 começa com a resistência à insulina, o hormônio que ajuda a colocar a glicose (nutriente vindo dos alimentos) para dentro das células.

Em outras palavras, esse hormônio é produzido, mas não consegue atuar direito. Para compensar a situação, o pâncreas acelera a produção de insulina. Mas, isso tem um preço: com o tempo, o órgão fica exausto e as células começam a falhar. Até que, um dia, não dá conta mais da sobrecarga – é aí que o açúcar no sangue dispara e fica permanentemente alto.

A longo prazo, a glicemia elevada pode causar sérios danos ao organismo. Com isso, entre as complicações, destacam-se lesões e placas nos vasos sanguíneos, que comprometem a oxigenação dos órgãos e catapultam o risco de infartos e AVCs.

Reduzir os carboidratos da dieta pode evitar o aparecimento de diabetes tipo 2

Evitar o consumo de carboidratos e alimentos industrializados se mostrou como um grande aliado do combate à diabetes.

Os renomados doutores Frederick Allen e Elliott P. Joslin, os pais da ciência do diabetes, tratavam com sucesso seus pacientes diagnosticados com diabetes com uma dieta muito baixa em carboidratos. Essa dieta com uma baixa concentração de carboidratos, após anos de estudo, foi chamada de low carb (conheça a Low Carb do Tecnonutri) .

Desde 2003, muitos ensaios clínicos confirmaram que reduzir os carboidratos é mais eficiente do que reduzir as gorduras de sua dieta, tanto na redução do peso, quanto em melhorar o controle da glicose. Mas, recentemente, uma análise de vários estudos mostrou a redução da carga glicêmica (quantidade de glicose) e do índice glicêmico (o efeito de um determinado alimento na glicemia) estava associada com uma redução no risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Após a redução do peso, manter uma dieta focada em comida de verdade (com redução de alimentos de alto índice glicêmico e com mais proteína) demonstrou ser uma estratégia superior em manter a perda de peso já atingida – e por um tempo maior do que qualquer outra composição de dieta.

Com isso, fica bem difícil contestar e ignorar a eficácia da dieta low-carb para tratamento do diabetes tipo 2 (e até mesmo esteatose hepática).

Leia também: O que causa o colesterol alto

Sobre o autor

Redação
Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e educadores físicos.