Depressão refratária: O que é, como identificar e tratamento

A depressão pode causar sintomas graves que afetam a maneira como o indivíduo se sente, pensa e administra a vida. Além disso, também pode desencadear uma variedade de mudanças emocionais e físicas. A doença é caracterizada por diferentes tipos, um deles é a depressão refratária – também conhecida como depressão resistente – que refere-se a indivíduos resistentes ao tratamento.

Quando o paciente é diagnosticado com a doença, o psiquiatra indica medicamentos para reduzir os sintomas. Contudo, na depressão refratária isso não ocorre, pois não há melhora.

Por não ver melhoras, consequentemente, o indivíduo perde as esperanças e deixa de confiar nos especialistas e de realizar as sessões de terapia, agravando ainda mais os sintomas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão será a doença mais incapacitante em todo o mundo até 2020, afetando mais de 300 milhões de pessoas. No Brasil, 5,8% da população tem a doença.

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Como identificar a depressão refratária

Não há como saber previamente se uma pessoa possui depressão refratária. Entretanto, é fundamental estar atento se o paciente realizou o devido tratamento por completo e não obteve resultados. Se os sintomas melhoraram o mínimo possível e a pessoa ainda possui sinais de depressão, pode ser que ela tenha depressão refratária. 

Apesar de ser mais difícil de tratar, este tipo de depressão tem tratamento e pode ser evitada. Portanto, o ponto mais importante é buscar a orientação de um psiquiatra para que ele possa auxiliá-lo com a melhor abordagem.

Tratamento depressão refratária

As técnicas de tratamento para a depressão refratária podem incluir:

Psicoterapia

A psicoterapia é fundamental para o tratamento de depressão e qualquer outra condição de saúde mental. Isso porque durante as sessões o terapeuta auxiliará o paciente a mudar os hábitos, aumentando o prazer e a produtividade da sua rotina. 

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Troca da medicação

Trocar os medicamentos pode ajudar no processo de tratamento. Existem diversas pessoas com resistência a certos tipos de remédios, por isso, o psiquiatra deve receitar outro medicamento até o paciente se adequar.

Eletroconvulsoterapia

Na eletroconvulsoterapia você passa por um procedimento em que você recebe choques elétricos em partes específicas do seu cérebro, e isso promove uma melhora de alguns sintomas da depressão.

A terapia eletroconvulsiva é um tratamento biológico, feito sob anestesia geral, onde pequenas correntes elétricas passam pelo cérebro, desencadeando intencionalmente uma breve convulsão. 

Também conhecida como eletroconvulsoterapia, eletrochoque ou ECT, a terapia eletroconvulsiva não costuma ser a primeira linha de tratamento. Assim, é utilizada apenas quando tratamentos anteriores não foram bem-sucedidos. 

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Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo