Depressão e idosos na quarentena: Entenda a relação

A quarentena mudou a rotina de toda a população. Estar em isolamento por quase dois meses propicia o aumento de estresse, ansiedade, depressão e outros transtornos relacionados à saúde mental e emocional. Por outro lado, o convívio com a família por 24 horas também pode ser complicado. No entanto, para os idosos, o cenário pode ser ainda mais complexo.

De acordo com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), a depressão está entre as doenças mentais que mais atingem a terceira idade. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) apontaram, ainda, que a faixa etária com maior proporção do transtorno é a de 60 a 64 anos de idade (11,1%).

Leia também: Idosos que bebem chá podem sofrer menos de depressão

O isolamento social pode ser ainda mais difícil para os idosos, pois durante esse período eles podem se sentir solitários. Além disso, pessoas mais velhas fazem parte do grupo de risco. Portanto, o cuidado com a prevenção da doença deve ser maior. 

Segundo o psiquiatra Fábio Scaramboni Cantinelli, da Clínica Maia, a depressão nos idosos pode passar despercebida. Isso porque a terceira idade faz parte de um “grupo” em que, muitas vezes, as pessoas não esperam o quadro depressivo. N

ormalmente, também há uma tendência em “culpar” determinadas mudanças de comportamento no idoso por ser algo inerente à idade. No entanto, nem tudo deve ser justificado pelo envelhecimento.

Idosos com depressão na quarentena

De acordo com uma pesquisa recente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em um mês de quarentena os quadros de ansiedade e depressão duplicaram.

O especialista explica que sentimentos de perda da função social, assim como desesperança e angústia são sinais de alerta para depressão em idosos. Portanto, a família deve estar atenta. 

Leia mais em: Como cuidar da saúde mental dos idosos durante o coronavírus

Durante esse momento, é importante manter contato constantemente com as pessoas da terceira idade, mesmo que à distância. Faça ligações diariamente e, se possível, opte por plataformas de chamada por vídeo para manter o estímulo sensorial.

“Fique atento ao ente querido, seja ele de qualquer idade. Converse, apoie e, principalmente, busque ajuda profissional, se preciso”, finaliza o psiquiatra.

Leia mais em: Coronavírus: O que você precisa saber para se cuidar

Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo