Por que queremos comer mais durante a quarentena?

Desde março, em razão da pandemia de COVID-19, estamos vivendo em quarentena, a fim de conter a transmissão do vírus praticando o isolamento social. Entretanto, tempos incertos podem ocasionar o aumento da ansiedade, do estresse e do medo. Em meio a esse cenário, surge também a vontade de comer mais, especialmente alimentos calóricos, repletos de gordura e açúcar.

Esse sentimento não é incomum. Basicamente, o que acontece é chamado de “comer emocional”. Ou seja, comemos para suprir sensações intensas, que é o que estamos vivendo durante o coronavírus. Não se trata de fome em si, mas sim de algo psicológico – a fim de “suprir” alguma necessidade.

Comer gera prazer momentaneamente, ainda mais quando essa comida se trata de alimentos industrializados. O ato de comer algo que a pessoa gosta dá a sensação de alívio ao estresse naquele momento específico, além de ser uma forma de recompensa por estar passando por um estresse.

Por outro lado, o estresse do isolamento social mexe com nossos hormônios da fome. Assim, quando estamos cansados, os níveis do hormônio da fome grelina aumentam. Da mesma forma, os níveis de leptina, que nos ajuda a sentir-se cheios, caem. Com isso, as áreas do cérebro que controlam a força de vontade são “sequestradas”, dificultando a resistência aos desejos de fast food.

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Como evitar querer comer mais durante a quarentena 

  • Deposite sua atenção em alguma atividade prazerosa – exercícios, leitura, um novo passatempo. Dessa forma, será mais fácil controlar suas emoções e evitar comer compulsivamente;
  • Evite comprar alimentos ultraprocessados e altamente calóricos. Dessa forma, eles não estarão por perto caso a fome emocional apareça;
  • Se bater uma vontade de doce, opte por receitas alternativas, de doces saudáveis;
  • Não se sinta culpado. É um momento difícil para todos e nem sempre é possível lidar da melhor forma com situações tão complexas e intensas.

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Sobre o autor

Nathália Lopes
Nathália Lopes
Estagiária de Jornalismo