Carne vermelha: Benefícios e riscos do consumo excessivo

Seja acompanhando o clássico arroz com feijão, no churrasco do fim de semana ou na hora do lanche, a carne vermelha é uma das fontes de proteína mais famosas nas mesas brasileiras.

Além de ser uma excelente fonte proteica (importante para a formação muscular), ela oferece outros nutrientes para o organismo, como vitaminas do complexo B, aminoácidos, fósforo, selênio, zinco e potássio.

Também possui antioxidantes, que combatem o envelhecimento precoce e fortalecem o sistema imunológico, além de altas quantidades de ferro, fundamental para evitar o risco de anemia. 

Cuidados com o exagero

Apesar de todos os seus benefícios, é preciso atenção na hora de consumir a carne vermelha. 

Segundo a nutricionista Caroline Possato, do Instituto Mineiro de Endocrinologia, o excesso desse alimento está relacionado ao aumento do risco de diferentes tipos de câncer e pode ainda levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes.

“De acordo com o Ministério da Saúde, o recomendável é ingerir entre 300 g e 500 g de carne vermelha por semana”, enfatiza Caroline. Isso significa colocar no prato apenas um bife pequeno por dia, já que o limite diário é de cerca de 70 g.

Vale lembrar que o perigo se refere, principalmente, aos cortes com maior teor de gordura, como picanha, costela e cupim. Isso se deve à quantidade elevada de colesterol presente nos lipídeos da carne. Então, dê preferência às partes mais magras, entre elas patinho, músculo, lagarto e filé mignon.

Outro grande problema associado ao consumo exagerado da carne vermelha está no meio ambiente: a produção do gado de corte gera diversos danos ambientais, como desmatamento e emissão de gases estufa.

“Há também a questão do consumo de carnes processadas, popularmente chamadas de embutidos. Esses alimentos são modificados para aumentar validade, cor e sabor”, destaca a nutricionista. 

O perigo está na grande quantidade de sódio e gorduras saturadas desses produtos, que podem causar câncer e doenças do coração. “O melhor é evitar ou comer doses muito reduzidas de salsichas, linguiças, salames e hambúrguer.”

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Como preparar a carne vermelha

Caroline ressalta que o preparo da carne bovina tanto na churrasqueira quanto na fritura é contraindicado. A razão é que as altas temperaturas podem produzir compostos tóxicos e nocivos ao organismo. 

O ideal então é preparar a carne na panela, ou seja, pelo cozimento, utilizando pouco ou nenhum óleo, se possível.

Afinal, carne vermelha faz bem ou mal?

A nutricionista afirma que, em sua prática clínica, tem o cuidado de trabalhar sempre de forma individual, considerando parâmetros metabólicos e nutricionais, composição corporal e até mesmo as preferências de cada pessoa.

“Nem todos se beneficiam de uma restrição de carne vermelha. Por exemplo, alguns indivíduos têm risco de sarcopenia, que é a perda natural e progressiva de massa muscular, e desnutrição, por isso, necessitam da carne como fonte proteica e de ferro.” 

Já outras pessoas, como as que apresentam obesidade e fatores de risco para o câncer, devem seguir uma dieta mais restrita em relação à carne bovina. “Tudo é avaliado e adequado conforme aspectos individuais.”

Por isso, o mais importante é procurar ajuda profissional, especialmente se você tem históricos familiares ou qualquer problema de saúde. 

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