Como está a alimentação durante a quarentena para os brasileiros?

Sabe aquela ideia de que por ficar em casa por conta do isolamento social, sem desperdiçar horas em deslocamentos, sobra mais tempo para desfrutar de refeições e alimentos mais saudáveis? Não é bem o que tem acontecido com os brasileiros nas últimas semanas. De acordo com uma pesquisa realizada pela RG Nutri em parceria com a tech.fit, maior empresa de plataforma digitais de self-care do Brasil, a alimentação durante a quarentena piorou em muitas casas do país. 

Segundo o questionário, não houve motivação para a maioria das pessoas planejar suas refeições de maneira mais saudável. Assim, 43% declarou que a alimentação durante a quarentena ficou pior ou muito pior em relação ao que era antes.

Especificamente sobre hábitos alimentares, produtos para lanches, sucos prontos e refrigerantes cresceram consistentemente ao longo das 4 semanas pesquisadas (de 17/03 a 14/04). Assim como mais lares consumiram alimentos ultraprocessados como salsicha, linguiças e outros embutidos. 

Com isso, 43% declarou que aumentou o consumo de guloseimas industrializadas ao longo da quarentena, como doces, biscoitos recheados e salgadinho. Enquanto 47% sente que está ingerindo mais produtos para fazer lanches como pães, biscoitos e frios.

Alimentação durante a quarentena: Cozinhar em casa só aumenta

Uma das características mais importantes deste período foram as mudanças no hábito de preparar as refeições em casa. Aproximadamente 4 em cada 10 pesquisados passaram a cozinhar ou aumentaram a frequência na cozinha.

Mas, se por um lado cresce o hábito de cozinhar, por outro é certo que os brasileiros descobriram novos canais de compra, como o delivery. Cresceu o hábito de pedir comida pronta algumas vezes por semana, atingindo 42% de penetração no último mês.

Apesar deste crescimento, supermercados e hipermercados mantiveram seu protagonismo como principal canal de abastecimento na semana. Um hábito que mais da metade dos brasileiros manteve mesmo com as recomendações de deslocamento restrito. 

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O cenário em relação à prática de atividades físicas

Fora a alimentação durante a quarentena, outra mudança significativa ficou por conta do aumento da prática de exercícios, uma rotina que cada vez mais pesquisados foram introduzindo semana após semana. Com isso, 52% declarou na quarta semana estar praticando exercícios físicos em casa – na primeira semana de isolamento social o número era 43%. Muito provavelmente em função da grande oferta de aulas e treinos ao vivo nas redes sociais. 

A pesquisa abrangeu todas as regiões brasileiras e teve a periodicidade semanal durante o período de isolamento da COVID-19, entre 17 de março a 14 de abril, com o objetivo de acompanhar o comportamento dos brasileiros com relação a alimentação, saudabilidade, culinária e bem-estar. No total, 3012 pessoas de ambos os sexos responderam aos questionários.

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